Poeta, Contista & Cronista Social
Um
dos enigmas mais repetidos em nossa vã filosofia e no transcorrer do cotidiano
se pauta nos títulos que utilizamos para abordarmos textualmente determinados
assuntos. Talvez o título dessa minha reflexão produza uma certa curiosidade
sobre a ligação de temas aparentemente tão distantes.
Nesta semana pude encontrar duas
queridas colegas educadoras que nunca fugiram da luta por melhores condições de
trabalho e sempre procuraram articular junto aos colegas educadores a
necessidade de mobilização da categoria para pleitearmos mudanças e contrapor
as atrocidades dos últimos governos estaduais terrivelmente neoliberais.
Tristemente desabafei com elas, que embora a luta seja louvável e amplamente
necessária, a perspectiva histórica de mudanças estão sujeitas a ciclos
históricos onde depois de muito sofrimento se tenta realmente estabelecer
oposição ao status quo vigente.
Vejamos: Somos residentes de um dos
municípios mais pobres do RS, a maioria dos cidadãos dependem de serviços
públicos, de políticas públicas e se olharmos como a extrema direita e o
centro-direita repercutem nas urnas é de chorar em posição
fetal, basta olhar as câmaras de vereadores da região metropolitana, da capital
Porto Alegre e a nossa Assembleia Legislativa para tentar digerir que apesar
dos esforços de alguns parlamentares imbuídos do espírito coletivo, o quê
prevalece nas eleições são os capachos do agronegócio, alguns picaretas da fé,
defensores da volta da ditadura, apoiadores de golpes de estados, misóginos,
machistas, homofóbicos, armamentistas, classistas a favor do estado zero para
grande parte da população e benevolente com eles seus negócios e familiares,
negacionistas da ciência, e “defensores da família tradicional brasileira” e
outras tantas figuras nefastas.
Enquanto isso em ano de copa do
mundo, o brasileiro anseia pelo craque que pareceu ser há anos atrás, um homem
de 34 anos chamado de menino, que não corresponde tecnicamente sequer no
combalido campeonato brasileiro, cuja preocupação maior é aumentar
exponencialmente seu capital, comprar souvenires como “carro do Batman”,
ostentar, apoiar fascistas e não está nem aí para os torcedores do time em que joga,
sequer pelos torcedores da seleção brasileira, mas que por imposição do
business teve que ser incluído na lista final da seleção brasileira de futebol.
E agora respondo a indagação do
início do texto: Neymar, os privatistas, os defensores da moral, da escola sem
partido, da escola com parceria pública privada, do estado perto do zero, do
aumento de armas nas mãos de cidadãos cada vez mais desequilibrados, os que
acham que laicidade é desnecessária não são Quixotes mas têm os seus Sanchos na
população que tanto sofre, defendendo-os e conduzindo-os a um estrelato do qual
não são merecedores, e ai de quem pense ao contrário.

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